o crime quase sempre conta com cumplices.
30/03/2010 2 Comentários
Mas, nunca tive vocação para tão nobres misteres, tão logo aprovada pela OAB,fui direto trabalhar com Direito de Família e Direitos da Criança e do Adolescente, aviso não faltou, os professores sempre insistiram no fato de ser a baixaria a tônica da maioria dos processos do gênero.
Baixaria? Eles deveriam ter dito Baixeza, como B maiusculo mesmo, a família da forma como vem sendo praticada há milênios é um caudal de neuroses e sadomasoquismos, e se, ela é a celula-mater do sociedade e do Estado…
A tal frieza profissional proporcionou uma blindagem excelente para continuar navegando pelo pântano, contudo, há um monstro que ,creio, jamais será derrotado, o abuso sexual de crianças e adolecentes.
Este é um lamaçal movediço sem fundo, mas o pior, a sordidez dentre toda a sordidez é a cumplicidade dos parentes das vítimas, em especial a mãe, acho que todo mundo já ouviu falar daquela história em que o pai tarado ataca a filha de dez anos e a genitora megera expulsa a coitada de casa. Infelizmente, isto não é enredo de novela mexicana, é a realidade de muitos lares.
Porque a mulher, não importa sua idade, é vista como um bem descartável,e coisas descartáveis devem ser o mais novas possível, porque a gente vive em uma sociedade PP-pedófila e psicopata e ainda assim, a mulher prefere agredir a sí própria na figura de sua filha, sua irmã, sua colega , porque dá menos trabalho do que refletir sobre o papel que desejamos.
Já ouvi delegado chamando menina violentada de “vagabundinha mirim”, idiotas a dizer que “não existe isso de pai ou mãe abusar da filha, é frescura moderna”, as pessoas gostam de viver no mundo rosa e se algo ameaça quebrar seus óculos virtuais, porrada na vítima, afinal, ela é sempre culpada, o seu choro impede a vovó de ver sua novelinha de todos os dias,viciado não consegue se importar com os outros mesmo…
Desamparo total, é o que resta às milhões de crianças abusadas pelo mundo, o fim da história de horror não varia muito, gente pequena que foge da casa dos demônios (como diz uma amiga minha que não teve pais e sim dois carrascos nazistas,em especial sua mãe, cumplice do padrasto pervertido) e vai para rua cair na mão de proxenetas ,traficantes e bandidos fardados, aí o cidadão de bem, devia a cabeça um poquinho da TV e diz a sua esposa que só a pena de morte resolverá o problema da marginalidade…..

>Hehe
Falou e disse!
Acho que esta amiga sua do final sou eu, não?
Parece abeça.
Texto de lei! Muito bom
quando vc me elogia eu sempre acho que não mereço,preciso me livrar deste ranço judaico-cristão-sadomasô